segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Os Estranhos Que Nem Eu...

(Ariel e Caliban)

- [..]Sabe... Não pertenço mais a este lugar
- Como assim? Para onde você iria?
- Apenas não posso mais ficar aqui. Tudo virou igual, evasivo e chato. Deve existir alguma coisa lá fora além de respirar. Tenho que achá-la.
- Meu amigo, não perca a cabeça! Pense bem, você não tem para onde ir...
- Não interessa! O futuro está me chamando! Liberdade! Quero afastar-me dessa vida e aproximar-me do infinito. A busca é o caminho e a caminhada é a paixão.
- Como assim viajar sem rumo? Estás louco com certeza....
- Sim, meu amigo. Quem viaja sem rumo, nunca chega a lugar nenhum. Ou seja, viajarei visando o eterno. E eterno é o amor, Eterno é o amor!!
- Nunca, na vida, vi algo tão estranho. Você quer ir, mas não quer chegar. Você quer pular, mas não quer cair!
- "Estranho"... quem define o que é estranho? Sim, prefiro ser um estranho. Somente assim posso ser livre. Livre para ser quem sou. Eu e os estranhos que nem eu...
- Quem exatamente são eles? O que farás com tua vida?
- A vida nos chama. Pare e Ouça. Ela espera coisas grandes de nós. Siga, siga, siga...
- [...]