Aquela melodia criou-se no infinito. Não por necessidade, mas sim por perfeição. Por um breve momento tocou os ouvidos, afinou os sentidos e instrumentou o coração. Abriram-se os horizontes ao soar dessa canção. Arrepiaram-se os nervos, despertou-se o libido. Num piscar de olhos, consagrou em blocos nosso amor esquecido: Nos esbarrou nos corredores, nos entrelaçou os dedos.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Batia-me o Peito.

Fechei
os olhos por um segundo e tudo havia mudado. Cegava a alma em pó de
meu corpo baleado. Por entre meus dedos, desmanchava o
meu ser. Entrego minha pele fria ao mundo que deixo à perecer. Rasga
minha casca esquecida em campo de guerra. Prisioneiro dessa vida,
prisioneiro dessa terra. De veias secas e pulso sufocado, me
integro ao esquecido, me integro ao passado.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
O Colecionador.
Guardei a chuva daquela tarde em um pequeno papel amarelado. Meu pai, que me era gigante na época, não estava em casa. Guardei, então, minha obra em seu armário. Coloquei-a em um dos novinhos sapatos de pé direito que ele colecionava já que só usava o esquerdo.
domingo, 24 de junho de 2012
Cem Cores Sem Ti.

E como se já não fosse o bastante, sem o aconchego do teu olhar, acinzentou-se o que vejo. Não esperava por mais essa. Esqueci de contar com as cores invisíveis que circundavam a profundeza de teus olhos. Agora o que me resta é suportar o incrível peso de teu silêncio. Como na última vez, em que jogamos pedras na fogueira até acabarem as fagulhas.
Nunca Estaremos à Sós.
Parou
de correr por um minuto em plena escuridão, estava sozinho. O
garoto olhou para as estrelas e se perguntou se em alguma delas haveria
alguém que, olhando em sua direção, esteja tão sozinho quanto
ele. Talvez, quem sabe, essa pessoa estivesse pensando se existe alguém que, olhando em
sua direção, esteja se perguntando o mesmo na escuridão do
Universo.
terça-feira, 19 de junho de 2012
O Amor e o Sapo

De uma hora pra outra tornou-se um sapo. Não porque fora enfeitiçada, mas simplesmente porque achava-se melhor assim. Vivia se escondendo do próprio reflexo. Se pelo menos pudesse se ver pelos meus olhos... Saberia o quão linda era. Seu olhar nada mudou, mas meu tato ainda clama pelo calor de sua pele.
domingo, 17 de junho de 2012
Não-Poemas e Afins 2
Como amar alguém,
Se nem ao menos nos amamos?
Só de olhos fechados
Que faz sentido.
Solidão é voltar
e ver tudo em seu devido lugar.
Café é a solução!
Café, café, café, café...
Amor é que nem poesia
Só que em três dimensões.
Seriamos mais humanos
Se todos parassem
Para ouvir o próprio coração.
Seu cabelo é tão lindo,
Posso ser você?
Era mais feliz
Quando nada sabia.
A realidade sempre volta
E nos atinge em cheio.
Se nem ao menos nos amamos?
Só de olhos fechados
Que faz sentido.
Solidão é voltar
e ver tudo em seu devido lugar.
Café é a solução!
Café, café, café, café...
Amor é que nem poesia
Só que em três dimensões.
Seriamos mais humanos
Se todos parassem
Para ouvir o próprio coração.
Seu cabelo é tão lindo,
Posso ser você?
Era mais feliz
Quando nada sabia.
A realidade sempre volta
E nos atinge em cheio.
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