domingo, 29 de janeiro de 2012

O Imaginário Metafísico.

"E foi-se como o tempo"

Quando era pequeno, costumava ouvir histórias sobre um lugar mágico. Eram crônicas sobre uma sala que comportava algo especial, uma longa escada em espiral. Apesar da porta estar sempre aberta, pouquíssimas pessoas lá entravam. Afinal, as pessoas tem mais o que fazer... Normalmente todos olham de longe aquela subida exaustiva. No entanto, ainda haviam aqueles que a ousavam... Dizem até que essa sala sempre existiu, mesmo antes do próprio prédio ser construído.

Ao subir aqueles degraus, nos vem a cabeça o que pode estar no próximo andar. De primeira não se espera nada além do que uma escada pode nos oferecer. Por isso, muitos acabam simplesmente no andar superior... Mas isso só acontece porque lhes foi dito que escadas não passam de pontes físicas. Do contrário, essa escada os levaria onde a imaginação poderia os levar.

Lembro que passava horas pensando onde aquela pequena salinha poderia me levar. Eram, na maioria da vezes, lugares desnivelados e cheios de cores fortes. Lá, pintava-se o céu e plantavam-se montanhas. Mas em todos chegava graças a aquela salinha só minha que chamava imaginação.

domingo, 8 de janeiro de 2012

A (pós)Disposição do Futuro.

"Os sobreviventes."

De longe já se ouvia o passo ritmado... Eram os tempos pré-escritos que tanto esperávamos. Nosso tempo finalmente chegara. À frente do povo, a fúria já estendia-se. Naquele momento, pulsou mais forte o sangue operante, tomaram a infantaria os que no passado viviam e por de baixo do sol ardente, pôs-se a mostra o translúcido semblante em marcha. Assim foram os que vinharam do terror histórico.

Com a mão no tambor de ritmo eufórico ascendeu a palma latejante que guiava os corações. Soou de livre o sufocado o grito feroz e ressonou contra os que tiraram as vogais de vós. À frente de todo tempo e espaço, subiam todos ao mais alto pico. No ar rarefeito é que ferve o sangue de que o homem é feito. O teor da guerra é o que nos guia na batalha. Veio o som da calamidade e logo tocou o corpo e alma. É só em chamas que a mente se calma.

Eram as vítimas dessa chama que nasceu tora. Tomavam, porém, sua respiração de volta. Pôs-se em jogo nervos de mil vidas mortas. Rugiam todos entre as barras que os aprisionaram. Não é fácil conter os gênios. Afinal, é deles o fardo de mudar o mundo. Em meio a euforia, trassou à uma só voz hino que assim dizia:

-"Não sóis meros joguetes de um sermão
Sois o futuro! O futuro em extensão!''