domingo, 8 de janeiro de 2012

A (pós)Disposição do Futuro.

"Os sobreviventes."

De longe já se ouvia o passo ritmado... Eram os tempos pré-escritos que tanto esperávamos. Nosso tempo finalmente chegara. À frente do povo, a fúria já estendia-se. Naquele momento, pulsou mais forte o sangue operante, tomaram a infantaria os que no passado viviam e por de baixo do sol ardente, pôs-se a mostra o translúcido semblante em marcha. Assim foram os que vinharam do terror histórico.

Com a mão no tambor de ritmo eufórico ascendeu a palma latejante que guiava os corações. Soou de livre o sufocado o grito feroz e ressonou contra os que tiraram as vogais de vós. À frente de todo tempo e espaço, subiam todos ao mais alto pico. No ar rarefeito é que ferve o sangue de que o homem é feito. O teor da guerra é o que nos guia na batalha. Veio o som da calamidade e logo tocou o corpo e alma. É só em chamas que a mente se calma.

Eram as vítimas dessa chama que nasceu tora. Tomavam, porém, sua respiração de volta. Pôs-se em jogo nervos de mil vidas mortas. Rugiam todos entre as barras que os aprisionaram. Não é fácil conter os gênios. Afinal, é deles o fardo de mudar o mundo. Em meio a euforia, trassou à uma só voz hino que assim dizia:

-"Não sóis meros joguetes de um sermão
Sois o futuro! O futuro em extensão!''

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