segunda-feira, 14 de março de 2011

Metamorphoses.




Como uma gota que se transforma em fogo,
Venho a ti, mudança implacável.
Mudo, assim, da água pro vinho;
Fujo, assim, vida lamentável.

Como és devaneio oculto,
Fogo que na mente arde.
Queimas nas mãos do poeta.
Brilhas em brasa à tarde.

És brisa que vem do norte,
Cheiro de vida e gosto de morte,
Tempestade dentro de mim.

Busco na Arte a fuga do tédio.
Minha alma, violada em assédio,
Uma metamorfose sem fim.

Um comentário:

  1. Esse poema se avaliado filosoficamente. Está digno da filosofia de Schopenhauer! A essência de tudo está na arte segundo ele. Assim como tu disseste que a arte és tua fuga! Belíssimo este teu poema caro amigo de logas datas.
    Busquemos a arte então!!

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