
''Frutos da mente, não da alma"
Vou fazer um rabisco. E trancá-lo para sempre, assim nunca o lerão. Perderei de vista ou jogarei fora, não importa. Só o farei para tirar do peito. No papel, escreverei sobre Eterno e Passado. Fundirei Certo e Errado meio-a-meio. Jogarei do abismo os preceitos mal-formados. Vestirei a pele dos aventurados. Saltarei vírgulas e pontos-finais. Criarei linhas, para fora e para dentro. Acentuarei o assento, do mais grave ao mais agudo. Tudo, tudo.
Palavras dizem pouco. Delas não mais preciso. Meu rabisco dirá tudo. Palavras são frutos da mente, não da alma. Escreverei com o corpo, puro instinto racional. Hei de ligar os paradoxos globais em um só traço. De ponta a ponta. Coisas que não faria no dia-a-dia. Ninguém as faria. Estamos presos às palavras: Já pré-defiram o que falaremos e pensaremos! Mas não dessa vez, vou fazer diferente: Vou fazer um rabisco...
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