sábado, 8 de outubro de 2011

Coração de Catavento.

''Como vento, és sentimento''

Canto versos, catavento,
Tu que não mais catarás.
Pois catavas do lamento
De outros ventos, no detrás.

Voou os sete mares,
Cantou os temporais,
O conto desses ventos,
Nos perfumes cardeais.

Me pegou desprevenido,
Quando o sopro retornou.
Pobre és tu, catavento,
Que, jamais, tanto catou.

E os versos que já cantara
Se ainda os canto, tanto faz.
Rimas não vão nem vem,
Rimas não rimam mais.

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