
''Como vento, és sentimento''
Canto versos, catavento,
Tu que não mais catarás.
Pois catavas do lamento
De outros ventos, no detrás.
Voou os sete mares,
Cantou os temporais,
O conto desses ventos,
Nos perfumes cardeais.
Me pegou desprevenido,
Quando o sopro retornou.
Pobre és tu, catavento,
Que, jamais, tanto catou.
E os versos que já cantara
Se ainda os canto, tanto faz.
Rimas não vão nem vem,
Rimas não rimam mais.
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